Layout de Circuito de Distribuição Elétrica

22/11/2013

Executar instalações elétricas não é tarefa fácil como muitos acreditam ser ou pensam. Entre projeto e execução existem muitos itens a ser considerado. O projeto consiste em prever exatamente as necessidades que atenda satisfatoriamente o cliente, no decorrer da execução do projeto o ideal é compartilhar ideias com o proprietário do imóvel, indagando sobre as necessidades reais para contemplar os pontos de tomadas de uso gerais (TUGs), tomadas de uso específicos (TUEs) e iluminação. Isso tudo tem que ser previsto antes de quaisquer fundações de lajes, vigas e colunas. É muito comum ver edificações novas com fiações expostas ou com canaletas pelos cantos. Na instalação de eletrodutos (conduites) procure deixar uma reserva principalmente do quadro padrão até o quadro de distribuição interna. Utilize materiais de boa qualidade e procedência conhecida. Na execução das instalações elétricas, após ter o conhecimento das potencias dos equipamentos  que será utilizado na edificação, calcule os condutores e disjuntores para a proteção geral e para os circuitos individuais. A instalação do quadro de distribuição interna devera preferencialmente ser instalado em local protegido de umidades e de fácil acesso das pessoas.

A dica abaixo é somente um exemplo de uma instalação de quatro ambientes.

clique no desenho para ampliar o tamanho.

exemplo de projeto 03 11 13

Até a próxima

Claudio


Como conseguir economia de energia elétrica em sua casa

10/12/2012

As instalações elétricas mal feitas ou mal conservadas causam desperdícios de energia e deixam a conta de luz mais cara.

Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo revela que até 2,5% são desperdiçados em uma instalação elétrica, principalmente em edificação acima de 20 anos de construção, quer dizer a energia passa pelo medidor e não é aproveitada em trabalho útil, é consumida pelo aquecimento de condutores e acessórios das instalações elétricas.

Para um consumo de 200 kWh por mês que equivale a R$74,00, o desperdício, em um ano, é de 60 kWh ou, em reais, R$ 22,20.

Como identificar esses problemas!
As verificações das instalações elétricas devem ser feitas por profissionais qualificados. O contato com a rede elétrica pode causar choques com risco de morte.

Devemos estar atento e verificar todos os itens e acessórios correspondentes às instalações elétricas da edificação. Condutores compatíveis com a corrente instalada, condutores aquecidos ou deformados, plugues de eletrodomésticos, encaixe das tomadas (orifício), tomadas com sinais de aquecimento, soquetes de lâmpadas com sinais de aquecimento, interruptores com mal contato (quando ligado faz ruído), quadros de luz sem proteção. Outros sinais claros de problemas são o acionamento de luz ao ligar uma, a outra estando acessa da um sinal de queda de tensão, choques em chuveiro, disjuntor desarmando, oscilações na luz, excesso de equipamentos em um único circuito, excedendo a corrente limitada ao condutor, instalações obsoletas e mal dimensionados.

Sugestão

Se a sua casa ou apartamento tem mais de 10 anos e nunca passou por reformas no sistema elétrico, certamente esta na hora de solicitar um profissional Eletricista para verificar todo o sistema elétrico e isso deve ser realizado a cada 5 anos.

De acordo com a NBR-5410 todas as instalações elétricas principalmente (tomadas de uso específicos (TUEs) e tomadas de uso gerais (TUGs) devem ter o condutor terra instalado para proteção contra choques elétricos.

Ex. de circuito com aquecimento na fase central do disjuntor

circuito foto com aquecimento

Foto extraída do site (www.grothec.com.br)

Claudio – HPTEL


PROTEÇÃO DE DESCARGA ELÉTRICA

14/03/2012

ATERRAMENTO

Nem só de fusíveis e disjuntores estaremos seguros e protegidos, existe algo tão fatal e doloroso quanto aos choques elétricos que são os “RAIOS” que para muitos o resultado é desconhecido. O que esta faltando é a “INFORMAÇÃO” das consequências que ele pode trazer, são resultados catastróficos e mortais. Primeiramente os executores de serviços tem que passar as informações sobre as necessidades do sistema de aterramento em edificações para seus clientes, informando sobre os perigos e as consequências do “raio”. Todos os profissionais da área de elétrica (eletricistas, técnicos e engenheiros), têm por obrigação alertar os proprietários de edificações, a maioria pode não concordar com a instalação devido aos custos. E sempre ouvimos as mesmas desculpas, “nunca aconteceu isso de raio cair e não é agora que vai acontecer”, só que eles esquecem que as condições climáticas do planeta esta mudando a cada dia, os dados estatísticos mostram que cada vez mais os números de descarga atmosférica “raios” aumentam em nosso Planeta.  As informações dependem principalmente de nós Eletricistas, Técnicos e Engenheiros. Nas visitas que faço a clientes e consultas que recebo pelo site, percebe-se que algo esta errado, ou o cliente não acredita nas normas ou não aceita sugestão de profissionais experientes. É muito comum depararmos com essas situações em edifícios, comerciais, residências e principalmente em edificações rurais onde a incidência de descargas atmosférica é maior.

No ultimo mês de fevereiro de 2012 houve várias descargas atmosférica “raios” na cidade onde resido, principalmente na região central que tem centenas de edifícios, neste periodo houve casos que atendi onde somente em um edifício teve queima de vários aparelhos eletrônicos, TVs, geladeiras, sistema de som, modems, telefones sem fios e outros.

Neste caso sempre somos questionados a dar opiniões sobre o que fazer para reaver os produtos de volta, mas, dificilmente somos consultados para verificar ou corrigir o sistema de proteção de descarga atmosférica (SPDA) da edificação.

Francamente, minha opinião, Acredito que a concessionária de energia elétrica do local, é a menos responsável pelos prejuízos gerados por raios. (são coisas da natureza).

A descarga elétrica dificilmente vem pela rede elétrica e sim pela própria edificação, exceto se as instalações a partir do quadro tipo padrão não estiverem de acordo com as normas previstas pela concessionária local.

Pode ser que aconteça da descarga “raio” ir pela rede elétrica?… Não estou tomando partido nem de A nem de B, mas será que neste caso todos os aparelhos que estão ligados na mesma rede da concessionária, casas visinhas, apartamentos não queimariam também?

O que causa estranheza é saber que todos sabem, mas ao mesmo tempo não querem saber… das normas de instalações NBR 5410 em vigor e NBR 14136, que atende as exigências e prevê para a tomada fixa o terceiro pino ou contato de aterramento

Proteger os equipamentos eletrônicos!

A primeira palavra que ouvimos, “AMELHOR COISA PARA NÃO QUEIMAR É O FILTRO DE LINHA”, pois é, a informação nunca é completa que seria mais o menos assim, “compro o filtro de linha e antes de instalar vou providenciar um sistema de aterramento para interligar no filtro de linha”. Ou será que o plugue com o pino de aterramento do filtro, esta lá por simples capricho do fabricante. E (CUIDADO) com aqueles filtros que tem as tomadas com três pinos e o plugue com dois, neste caso não existe condutor de terra. O sistema de aterramento devera estar de acordo com as normas previstas da NBR 5419. Caso contrario, a instalação será em vão.

COMO SE PROTEGER DE UMA DESCARGA ATMOSFÉRICA?

Consulte um profissional  da área elétrica que tenha conhecimentos em SPDA

Claudio – HPTEL


PORQUE FICO NO ESCURO?

07/01/2012

“O Mãheeeeeee liga o disjuntor pra Mimmmm”

É muito comum isso acontecer, principalmente no período do inverno, é quando mudamos a temperatura do chuveiro do verão para o inverno e usamos a torneira elétrica para não congelar a mãos.

TUDO ISSO ACONTECE POR QUE?

Todos nós sabemos que tudo tem um começo, “porque não começar pelo começo?”, cuidado com os famosos “puxadinhos” o próprio nome já diz, cansativos, caros, custosos etc.

E muitos tem a idéia… “vou fazer um provisório até o ano que vem”. hehehehehe… Isso ai só acontece a cada 1 por 1.000.000,  passa 1, 2, 3, 10, 20 anos e ai vai acaba virando titio vira avós, estica mais um pouquinho e por ai vai  até que o fogo chega. Não é piada não, é estatística.

PLANEJAMENTO. Hoje uma construção tem o custo mínimo de + ou – de R$600,00 por m², e deste valor temos que considerar que de 3 a 4% são para o investimento em materiais de elétrica, para isso temos que planejar a construção para não ter problemas e deficiências no sistema elétrico da construção. Isso também vale para outros sistemas de hidráulicas e Telecom.

CUIDADOS COM MULTIRÃO.  Pode ficar mais em conta “barato” a mão de obra, mas os matérias não podem ser excluídos de forma nenhuma.

As questões mais comuns são, porque minhas lâmpadas piscam, o disjuntor desarma, o chuveiro queima e etc.

Diz um ditado que “só vendo para crer”, depois do ocorrido dizem “agora eu acredito”.

SUGESTÃO se vai construir uma edificação acima de 40m² solicite a instalação do medidor padrão com a tensão de 110/220 volts mas nada impedem de ter a mesma tensão em uma edificação até 40m².

Consulte um profissional eletricista para assessorar ou executar os serviços de eletricidade.

Claudio – HPTEL


CUIDADO COM CERTOS MATERIAIS !

17/11/2011

NÃO PAGUE PARA VER

Neste mês aconteceu um “problemão”. Na execução nas instalações de um cliente, devido a necessidade de ter uma extensão com capacidade para atender um equipamento, montamos uma com cabo tipo PP 3 X 2,5 mm² com plugue macho de 16 Amperes e na outra extremidade uma tomada fêmea também de 16 Amperes emborrachada, após a montagem ligamos na tomada existente e deixamos a tomada emborrachada sobre um móvel sem ligar no equipamento e em dado momento o cliente pegou a tomada e levou um tremendo choque (descarga elétrica), acreditando que tudo seria uma brincadeira do cliente peguei  a tomada e certifiquei que, alem de sentir uma temperatura elevada (quente) também levei um choque (descarga elétrica). De imediato desliguei a extensão e desmontei  a tomada, verifiquei que as terminações estavam corretas e que por nós julgadas seguras por ter seu isolamento “capa” de borracha, simplesmente a borracha não fez o seu papel de isolante, acreditamos que pelo fato de ser condutora e aquecer deva ser de algum material reciclável quer dizer, (material sem controle de qualidade).

Com esse incidente acreditamos que alem deste acessório exista outros de péssima qualidade no mercado. É claro que mesmo com a reclamação com o fornecedor sempre existe uma desculpa tipo, “é a prmeira vez que isso acontece, nunca tivemos ese tipo de reclamação, pode deixar que eu vou encaminhar esse prolema ao fabricante e ver o que esta acontecendo”, bem para não perder tempo decidi informar aos colegas e cliente o fato.

Claudio – HPTEL


Fios e Cabos!

11/07/2011

FIOS E CABOS!!!

Para muitos é um dilema na hora  de decidir o que usar nas instalações elétricas, Fios ou Cabos???

A DIFERENÇA ENTRE UM FIO E UM CABO É A FLEXIBILIDADE.

Os fios são feitos de um único e espesso filamento, e por isso são rígidos.

Os cabos são feitos por diversos filamentos finos, o que lhes dá maleabilidade e facilita sua colocação dentro dos eletrodutos.

Devem ser usados os fios e cabos de cobre de alta condutividade, tipo anti-chamas, com revestimento termoplástico e nível de
isolamento para 750 V e 1000V, salvo indicação em contrario do projeto executivo de elétrica.

Cada fio ou cabo deve conter as seguintes informações gravadas de forma continua.

Cada fio ou cabo deve conter as seguintes informações gravadas de forma continua, bitola, isolação, temperatura, nome do fabricante.

Basicamente as características elétricas (capacidade de condução de corrente, resistência da isolação, etc.) dos cabos flexíveis são as mesmas dos fios rígidos.

A grande diferença é que os cabos flexíveis são melhores para a instalação devido ao fácil manuseio.

APLICAÇÃO

Como condutores de eletricidade, protegidos em eletrodutos, destinados à distribuição de luz, força motriz, aquecimento, sinalização e campainha. Em instalações fixas, embutidas ou aparentes.

VIDA ÚTIL

Um sistema bem feito dura em média 20 anos, mas 10 anos já é um bom período para se fazer uma revisão:

Verificar a fiação, os soquetes, os interruptores e tomadas tanto nos fios e cabos como também, nos dispositivos de proteção, como disjuntores e fusíveis…

Um soquete com problemas rouba energia da lâmpada e um interruptor com algum fio solto ou com mau contato pode causar um curto circuito.

A FIAÇÃO

A escolha da bitola (grossura) do fio ideal para cada circuito deve levar em contas as cargas associadas a cada circuito.

As bitolas mínimas recomendadas são de 1,5mm² para iluminação e 2,5mm² para tomadas de uso geral (TUGs).

CABO É MELHOR QUE FIO?

Depende da utilização.

A única diferença que existe é a flexibilidade a corrente é a mesma, ou seja, um fio 1,5mm², um cabo 1,5mm², ou um cabo flexível
1,5mm², possuem a mesma capacidade de condução de corrente.

Resumindo, a capacidade de corrente é a mesma para as mesmas seções nominais, independentemente da classe do condutor.

O que vai definir a classe a ser utilizada é aplicação e/ou a preferência do projetista ou instalador.

ENTÃO FIO OU CABO QUAL UTILIZAR?

A rigor, só existe uma diferença, que é a flexibilidade, já que a capacidade de corrente dos dois é a mesma.

Ao adquirir este tipo de material, não avalie apenas o preço, a qualidade da matéria prima é muito importante como;

Na compra de qualquer produto, desconfie dos preços baixo demais pesquise mais.

Seja qual for a marca e o tipo de material utilizado (fio ou cabo) utilize os produtos que tenham suas identificações
claras como seção, temperatura, tensão de isolamento, nº da norma que especifica as características técnica referidas para este cabo.

Circuitos específicos, como chuveiros, torneiras elétricas, equipamentos acima de 1800 watts devem ter a potencia do equipamento calculado para cada circuito, e determinar a bitola dos fios incluindo também o fio terra para sua proteção.

Preferencialmente toda fiação devera estar embutidas em eletrodutos ou eletrocalhas para evitar contatos e acidentes.

Os circuitos de tomadas e iluminação deveram ter a proteção individual preferencialmente por disjuntores.

Aguarde 2ª parte

Claudio – HPTEL


Como evitar acidentes com eletricidade?

01/02/2011

FATALIDADE OU DESCUIDO? 

Cada vez mais os acidentes com eletricidade acontecem, e a maioria é com pessoas que trabalham na área. O que realmente esta acontecendo? é a pressa para produzir mais ou pressão superior? É de conhecimento que é comum alguns profissionais não aceitarem a idéia de ter que usar alguns equipamentos de segurança por terem alguns vícios antigos e confiar na experiência adquirida durante a sua vida, só que, os acidentes não acontecem quando queremos e sim quando estamos expostos ao perigo.

NORMAS FORAM FEITAS PARA SER CUMPRIDAS!

10.4 - SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO, MONTAGEM, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO

10.4.1 As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado, conforme dispõe esta NR.

10.4.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas destinadas ao controle dos riscos adicionais, especialmente quanto a altura, confinamento, campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, fauna e flora e outros agravantes, adotando-se a sinalização de segurança.

10.4.3 Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e ferramentas elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente, preservando-se as características de proteção, respeitadas as recomendações do fabricante e as influências externas.

10.4.3.1 Os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas, e serem inspecionados e testados de acordo com as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes.

10.4.4 As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento e seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados periodicamente, de acordo com as regulamentações existentes e definições de projetos.

10.4.4.1 Os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos e instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade, sendo expressamente proibido utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos.

10.4.5 Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 – Ergonomia, de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das tarefas.

10.4.6 Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de instalações elétricas devem atender à regulamentação estabelecida nos itens 10.6 e 10.7, e somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam às condições de qualificação, habilitação, capacitação e autorização estabelecidas nesta NR.

10.5 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS

10.5.1 Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecidas a seqüência abaixo:

a) seccionamento;

b) impedimento de reenergização;

c) constatação da ausência de tensão;

d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;

e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I);

f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

10.5.2 O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a seqüência de procedimentos abaixo:

a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos;

b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização;

c) remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções adicionais;

d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização;

e) destravamento se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.

10.5.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.5.1 e 10.5.2 podem ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de cada situação, por profissional legalmente habilitado, autorizado e mediante justificativa técnica previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado.

10.5.4 Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas, mas com possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.6.

10.6 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS

10.6.1 As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 Volts em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.8 desta Norma.

10.6.1.1 Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de segurança para trabalhos com instalações elétricas energizadas, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no

Anexo II desta NR.

10.6.1.2 As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas em baixa tensão, com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação, adequados para operação, podem ser realizadas por qualquer pessoa não advertida.

10.6.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I.

10.6.3 Os serviços em instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em perigo.

10.6.4 Sempre que inovações tecnológicas forem implementadas ou para a entrada em operações de novas instalações ou equipamentos elétricos devem ser previamente elaboradas análises de risco, desenvolvidas com circuitos desenergizados, e respectivos procedimentos de trabalho.

10.6.5 O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível.

10.7 - TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSÃO (AT)

10.7.1 Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com alta tensão, que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas controladas e de risco, conforme Anexo I, devem atender ao disposto no item 10.8 desta NR.

10.7.2 Os trabalhadores de que trata o item 10.7.1 devem receber treinamento de segurança, específico em segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas proximidades, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR.

10.7.3 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de Potência – SEP, não podem ser realizados individualmente.

10.7.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aquelas que interajam com o SEP, somente pode ser realizada mediante ordem de serviço específica para data e local, assinada por superior responsável pela área.

10.7.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato e a equipe, responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao serviço.

10.7.6 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser realizados quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional autorizado.

10.7.7 A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos como zona de risco, conforme Anexo I desta NR, somente pode ser realizada mediante a desativação, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou equipamento.

10.7.7.1 Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificação da condição de desativação, conforme procedimento de trabalho específico padronizado.

10.7.8 Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes, destinados ao trabalho em alta tensão, devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos, obedecendo se as especificações do fabricante, os procedimentos da empresa e na ausência desses, anualmente.

10.7.9 Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de operação durante a realização do serviço.

ATENÇÃO PESSOAL DA ELÉTRICA! FIQUE ATENTO AS NORMAS E CUMPRA A NR-10.

O que são zonas controladas e zonas de risco

 

AOS COLEGAS ELETRICISTAS

HOJE E SEMPRE

USO OBRIGATÓRIO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA

Claudio – HPTEL


Calcule para seus projetos

11/01/2011

Estima-se que a maioria das construções do Pais principalmente aquelas construídas pelo sistema de mutirão, sempre acontece alguma falha de execução, não por descaso mas pelo fato de ser na maioria das vezes executados por amadores ou pessoas sem conhecimento técnico que no momento de colaboração deixa de cumprir com algumas normas, isso ocorre principalmente na parte elétrica que na compra dos materiais são sempre considerados “caros” preços elevados e acaba optando por similares ou mais baratos. Essas construções devido ao sistema de mutirão são levantadas “construídas”, de forma rápida para que se tenha o melhor aproveitamento da mão-de-obra.

O ideal neste caso é procurar um especialista para dar assessoria, para preparar à infraestrutura prevendo todas as necessidades de instalação, elétrica, telefone, internet, água quente/fria, esgoto e reaproveitamento de água e etc. quando não for possível o profissional responsável pela execução da obra devera auxiliar o seu cliente e dar todas as informações sobre as instalações sugerindo até a preparação para as instalações futuras como automação “casa inteligente” prevendo passagens de eletrodutos e pontos de redundância principalmente aqueles que serão embutidos em Lages e alvenaria.

O ideal é seguir alguns passos para que as instalações aconteçam de maneira segura;

1-      Preparação do projeto completo (procure se inteirar das novidades e equipamentos que trarão a você e seus familiares maior segurança, conforto e economia) na aquisição de materiais e acessórios.

2-    Prever pontos de tomadas elétricas, telefone, interruptores, internet, água fria/quente (com as mudanças de tecnologia, é interessante redundância de pontos).

3-      Estudo dos locais onde serão instaladas as tomadas de uso específico (TUEs) e tomadas de uso geral (TUGs), (utilize as tomadas especificas principalmente nas tomadas (TUEs) que tem as suas conexões maiores 4,8 mm de diâmetro suportando até 20 Amperes enquanto a (TUGs) tem 4,0 mm suporta até 10 Amperes.

4-      Pontos de luminárias internas e externas, inclusive pontos de sensores e campainhas.

5-      Prever quadro de distribuição interna, considerando 1 disjuntor geral, um DR e disjuntores para cada circuito independente preferencialmente sistema (DIN) devido a sua eficácia na atuação de proteção.

6-      Calcule a bitola de cabos e fios deixando uma margem de segurança para cada circuito prevendo futuras ampliações.

7-      Prever necessidade atual e futura, como eletrodutos para segurança e automação, deixando pontos próximos a batentes de portas e janelas essa infra estrutura é individual devido a interferência que a corrente alternada afeta acessórios de CFTV e dados.

8-      No final dos cálculos considere que a demanda para o dia é de 30% e para a noite é de 15%, ou seja se você tem uma carga total de 5000 watts durante o dia será de 3500 watts e a noite será de 4250 watts.

Claudio


Sujeito a chuvas e trovoadas

11/12/2010

 

Próximo verão terá mais tempestades do que os anteriores

Segundo as pesquisas do Inpe, as chuvas estarão acima de média, dos últimos três anos, na região Sudeste.

Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais lançaram um alerta: o verão que começa daqui a 15 dias vai ter mais tempestades do que os anteriores.

A região Sudeste do Brasil deverá registrar no verão de 2011 um número de tempestades severas formadas por altas descargas atmosféricas (raios), ventos fortes e chuvas intensas maior do que a média dos últimos três anos, alerta o coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), Osmar Pinto Júnior. A previsão é baseada em um algoritmo utilizado pelos pesquisadores do  Inpe que, na ultima década, teve uma média de acerto de 80%, prevendo corretamente as condições climáticas em oito dos dez anos analisados. Mas, a exemplo de outras metodologias empregadas para fazer previsões de curto prazo de tempestades severas, o sistema ainda apresenta uma margem de erro relativamente alta, ressalva o pesquisador. “As abordagens utilizadas  ate hoje para fazer previsões de tempestades severas, como dados de satélite, de rede e modelos meteorológicos, falharam. Como no Sudeste e, talvez, também em outras regiões do pais esses eventos severos estão ficando cada vez mais freqüentes, é preciso testar outras abordagens para prevê-los”, disse Osmar Pinto Junior.

Nos últimos três verões, a cidade de São Paulo teve, em média, 39 dias de tempestade. Uma pesquisa do grupo de eletricidade atmosférica do Inpe revela que, no próximo verão, os temporais vão ser mais frequentes na Região Sudeste.

“A nossa previsão é de que vai estar acima da média dos últimos três anos. E nós acreditamos que as chances de acerto são de 80%, ou seja, uma chance bastante boa”, Osmar Pinto Jr, pesquisador do Inpe.

Segundo o estudo, o aumento das tempestades é provocado pelo aquecimento do Oceano Atlântico e pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, fenômeno conhecido como La Niña. A combinação desses dois fatores influencia toda a circulação de ar no continente.

E junto com isso surgem eles “raios” fazendo o maior barulho e soltando fogo e consequentemente queimando os aparelhos elétricos.

Nesta época é que mais acontece acidentes dessa natureza devido estação do verão, instalações provisórias para festas, período de férias onde é propicio passeios em lugares vulneráveis em praias e campos expondo-se inocentemente aos perigos da natureza.

Neste período começa a instalações de lâmpadas decorativas para o Natal começa a enfeitar desde pés de rosa até pinheiros se perdendo nas alturas esquecendo que, as instalações elétricas externas são condutoras e com certeza estão sem a proteção devida. Com o intuito de prevenir acidentes envolvendo descargas elétricas os Órgãos Públicos de segurança alerta para os cuidados especiais para prevenção dessas e outras ocorrências.

Consulte um especialista em eletricidade para certificar se existe aterramento adequado para as instalações existentes.

Claudio – HPTEL


Instalações Elétricas Seguras, é possível?

10/11/2010

MATERIAIS E SERVIÇOS

A contratação de um projeto elétrico contribui também na economia do cliente, que terá uma previsão mais exata de quantidade e custos, evitando desperdícios. Alem disso, a instalação elétrica deve passar por uma avaliação criteriosa, feita por um profissional qualificado e habilitado, com base em normas técnicas NBR-5410, da ABNT. É ele que da os parâmetros e as condições mínimas de qualidade e desempenho que as instalações de baixa tensão devem apresentar, garantindo, assim, seu correto e seguro funcionamento.

Uma instalação elétrica é composta por centenas de componentes e produtos que devem ser escolhidos e exigidos certificação do fabricante. A instalação devera ser feita dentro das normas previstas na NBR-5410, isso vai dar segurança para os profissionais e usuários conseqüentemente protegendo o patrimônio.

A qualidade de uma instalação elétrica depende muito do serviço executado. No caso de uma reforma, é importante que o instalador execute de acordo com o projeto elétrico, e ainda que utilize acessórios e componentes certificados, adotando técnicas corretas e que atendam às normas existentes.

O uso de materiais de boa qualidade também é fundamental para garantir uma instalação elétrica segura e eficiente. Materiais como fios, cabos, disjuntores, chaves, eletrodutos, entre outros, são em sua maior parte avaliados e fiscalizados pelo Instituto de Metrologia – Inmetro.

CUIDADO COM ALGUNS MATERIAIS A DISPOSIÇÃO EM CERTOS FORNECEDORES

NÃO PAGUE PARA VER

Neste mês aconteceu um “problemão”. Na execução nas instalações de um cliente, devido a necessidade de ter uma extensão com capacidade para atender um equipamento, montamos uma com cabo PP 3 X 2,5 mm² com plug macho de 20 Amper e na outra extremidade uma tomada fêmea 25 Amper emborrachada, após a montagem ligamos na tomada existente e deixamos o lado da tomada emborrachada sobre um móvel sem ligar no equipamento e em dado momento o cliente pegou a tomada e levou um tremendo choque eu e meu pessoal não acreditando achando que tudo seria uma brincadeira peguei  a tomada na mão, alem de sentir uma temperatura elevada (quente) também levei um choque. De imediato desligamos e desmontamos  a tomada verificamos que as terminações que por nós julgadas seguras por ter seu isolamento de borracha, simplesmente a borracha protetora não fez o seu papel de isolante, acreditamos que a proteção simplesmente é borracha condutora. (material sem controle de qualidade) “reciclável”.

Com esse incidente acreditamos que alem desse acessório exista outros de péssima qualidade no mercado. É claro que mesmo com a reclamação com o fornecedor sempre existe uma desculpa por parte deles tipo. “pode deixar que eu vou encaminhar isso para o fabricante e ver o que esta acontecendo, nós sempre trabalhamos com esse produto e é a primeira vez que acontece isso e etc”, bem para não perder tempo e não procurar confusão achei melhor deixar prá La e informar aos colegas o fato.

Triste realidade

Dados de pesquisa revelam um perfil bem pessimista da realidade das instalações elétricas na capital paulista. Apontamos aqui alguns levantamentos que mais chamam a atenção

Visão do usuário

  • 88,4% dos usuários consideram suas instalações elétricas “seguras” ou “aceitáveis”, enquanto apenas 56,9% dos técnicos que visitaram os locais as consideraram assim.
  • 34,5% dos usuários que consideraram suas instalações “inseguras” ou “muito inseguras” não estão dispostos a melhorá-las.
  • 31,4% dos usuários não estão satisfeitos com a quantidade de tomadas existentes nos lares. Por ser um número apreciável de insatisfeitos, talvez seja conveniente a normalização técnica e os regulamentos específicos estabelecerem novos padrões.

Mão-de-obra

  • 63,7% dos serviços de eletricidade nas residências são realizados por não-especialistas.

Residências com mais de 20 anos de idade

  • 50% não sofreram nenhum tipo de reforma nas instalações elétricas. Considerando-se o envelhecimento natural dos componentes da instalação (vida útil) e a provável inadequação de uma instalação tão antiga às necessidades modernas de alimentação de cargas, conclui-se que um número significativo de residências pode estar com suas instalações elétricas comprometidas.
  • 48,7% apresentam freqüentes desarmes de disjuntores ou queimas de fusíveis e 42% das atuações dos disjuntores ou fusíveis foram devido a sobrecargas no circuito.

Residências com mais de 10 anos de uso

  • São responsáveis por 100% do total de desligamentos que acontecem devido a curto-circuitos e 80% dos que ocorrem por razão de sobrecarga.
  • 75,1% dos choques elétricos ocorrem neste universo.

Violações à NBR 5410

  • 98,4% das residências não possuem o dispositivo DR instalado, que é um elemento obrigatório desde 1997 e fundamental para a proteção das pessoas contra os perigos resultantes dos choques elétricos.
  • 78,8% dos imóveis não separam os circuitos de iluminação dos circuitos de tomadas.
  • 52,8% dos locais usam quadros de distribuição com partes em material combustível, como madeira.
  • 39,9% das instalações não obedecem a correta identificação de cor do fio neutro.
  • 26,6% dos casos não identificam corretamente a cor do fio terra.

21,8% das residências utilizam dispositivos fusíveis em seus quadros de distribuição, sendo que 60% destes são do tipo “rolha” ou “cartucho”. Isso viola as prescrições da NBR 5410, que somente reconhece os fusíveis fabricados conforme a norma NBR 11840 como aqueles adequados para a utilização na proteção de circuitos elétricos. 

A qualidade de uma instalação elétrica depende muito do serviço executado. No caso de uma reforma, é importante que o instalador execute de acordo com o projeto elétrico, e ainda que utilize acessórios e componentes certificados, adotando técnicas corretas e que atendam às normas existentes. 

O uso de materiais de boa qualidade também é fundamental para garantir uma instalação elétrica segura e eficiente. Materiais como fios, cabos, disjuntores, chaves, eletrodutos, entre outros, são em sua maior parte avaliados e fiscalizados pelo Instituto de Metrologia – Inmetro.

 

Claudio – HPTEL




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