Dicas práticas para economia de energia

19/11/2013

LÂMPADAS

Como economizar energia usando alternativas

Iluminação de ambientes

Cores e disposições de moveis em ambientes influenciam sua iluminação;

Manter paredes, janelas, pisos e forros regularmente limpos é fundamental a limpeza coopera com o rendimento da luz e a luz artificial não é tão necessária;

Preferencialmente use a luz natural abrindo janelas, cortinas e persianas;

Mantenha luminárias e lâmpadas limpas para o melhor rendimento;

Use luminárias preferencialmente com refletores espelhados para dobrar o rendimento de luz;Luminárias fluorescentes fechadas e globos com fechamento de acrílico reduz a luz em torno de 30%.Mantenha o controle de cargas dos circuitos não excedendo o limite do condutor;Use lâmpadas compactas, LEDs, e fluorescentes;Lâmpadas e luminárias embutidas no teto, sanca de gesso e etc.  reduz o nível de lux do ambiente;

Individualize os circuitos de iluminação instalando sensores de presença e setorizado por ambientes;

Instrua os familiares e empregados a desligarem as lâmpadas e aparelhos eletrônicos de ambientes não ocupados;

Instale lâmpadas mais eficientes de maior durabilidade sempre considerando o custo beneficio;

TIPOS DE LÂMPADAS

1-    Incandescentes: são lâmpadas consideradas “quentes”, atualmente as mais usadas em iluminação residencial. A sua eficiência luminosa é muito baixa, 12lm/W. seu custo é baixo e sua vida útil é de 1000 horas aproximadamente.

Em locais freqüentados por muitas pessoas, seu uso deve ser analisado principalmente se o ambiente for climatizado a carga térmica exige mais potencia do condensador do ar condicionado, conseqüentemente gastando mais.

2-    Fluorescentes: utilizadas em ambientes industriais, comerciais e residenciais essa é de muito pouca utilização, sua instalação sempre é voltada nas áreas de cozinha, de serviços e sanitários. Existe resistência do uso em salas corredores e quartos. Sua eficiência luminosa é cinco vezes maior que as incandescentes, superam 70 lm/W. é considerada “fria”.

3-     Fluorescentes Compactas: são lâmpadas fluorescentes com tubos em “U” simples, duplo o triplo em função da sua potencia ou ainda em forma circular com reator eletrônico incorporado à rosca o mesmo tipo das incandescentes “E27”, embora o custo é superior ao da lâmpada incandescente o seu retorno é recompensado na sua vida útil que é de aproximadamente de 10000 horas, consome 20% do consumo da incandescente.

4-    Mistas: combina uma incandescente e um tubo de descarga com alta pressão. Funciona com tensão d 220 volts, sem reator. Emite cerca de 25l/W. possui vida útil de cerca de 6000 horas. É uma alternativa para substituição de incandescente de alta potencia.

5-    Halógenas: com 25% a 40% de redução no consumo em relação às incandescentes, também permitem uma perfeita reprodução de cores. São compactas e portanto adequadas à montagem de vitrines e à decoração em geral. Sua vida útil é de 2000 horas.

6-    Dicróicas: são uns aperfeiçoamentos das lâmpadas halógenas por terem um refletor capaz de concentrar o facho luminoso e ao mesmo tempo mandar para trás parte do calor emitido. Tem vida útil de 3000 horas. Embora o vidro na face anterior seja opcional nos produtos oferecidos no mercado, ele é altamente recomendado no caso de a lâmpada ser colocada em locais de permanência de pessoas, caso contrário pode causar queimaduras semelhantes às queimaduras solares além de desbotar superfícies, como papéis carpetes e tecidos.

Que tipo de lâmpada é mais econômico?

As fluorescentes, vendidas no mercado nos formatos tubular, circular e compacta.

O tipo mais eficiente depende do ambiente que se deseja iluminar. Locais que precisam mais de luz,como cozinha, garagens e áreas de serviços, as tubulares são mais adequadas. Já  as compactas, também encontradas em tom amarelo, são indicadas para quartos e salas.

Um estudo realizado pelo Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) revelou que as lâmpadas fluorescentes chegam a ser 79% mais econômicas e produzem 70% menos calor que as incandescentes.

Claudio Pereira – Blog Redes Elétricas


Calcule para seus projetos

11/01/2011

Estima-se que a maioria das construções do Pais principalmente aquelas construídas pelo sistema de mutirão, sempre acontece alguma falha de execução, não por descaso mas pelo fato de ser na maioria das vezes executados por amadores ou pessoas sem conhecimento técnico que no momento de colaboração deixa de cumprir com algumas normas, isso ocorre principalmente na parte elétrica que na compra dos materiais são sempre considerados “caros” preços elevados e acaba optando por similares ou mais baratos. Essas construções devido ao sistema de mutirão são levantadas “construídas”, de forma rápida para que se tenha o melhor aproveitamento da mão-de-obra.

O ideal neste caso é procurar um especialista para dar assessoria, para preparar à infraestrutura prevendo todas as necessidades de instalação, elétrica, telefone, internet, água quente/fria, esgoto e reaproveitamento de água e etc. quando não for possível o profissional responsável pela execução da obra devera auxiliar o seu cliente e dar todas as informações sobre as instalações sugerindo até a preparação para as instalações futuras como automação “casa inteligente” prevendo passagens de eletrodutos e pontos de redundância principalmente aqueles que serão embutidos em Lages e alvenaria.

O ideal é seguir alguns passos para que as instalações aconteçam de maneira segura;

1-      Preparação do projeto completo (procure se inteirar das novidades e equipamentos que trarão a você e seus familiares maior segurança, conforto e economia) na aquisição de materiais e acessórios.

2-    Prever pontos de tomadas elétricas, telefone, interruptores, internet, água fria/quente (com as mudanças de tecnologia, é interessante redundância de pontos).

3-      Estudo dos locais onde serão instaladas as tomadas de uso específico (TUEs) e tomadas de uso geral (TUGs), (utilize as tomadas especificas principalmente nas tomadas (TUEs) que tem as suas conexões maiores 4,8 mm de diâmetro suportando até 20 Amperes enquanto a (TUGs) tem 4,0 mm suporta até 10 Amperes.

4-      Pontos de luminárias internas e externas, inclusive pontos de sensores e campainhas.

5-      Prever quadro de distribuição interna, considerando 1 disjuntor geral, um DR e disjuntores para cada circuito independente preferencialmente sistema (DIN) devido a sua eficácia na atuação de proteção.

6-      Calcule a bitola de cabos e fios deixando uma margem de segurança para cada circuito prevendo futuras ampliações.

7-      Prever necessidade atual e futura, como eletrodutos para segurança e automação, deixando pontos próximos a batentes de portas e janelas essa infra estrutura é individual devido a interferência que a corrente alternada afeta acessórios de CFTV e dados.

8-      No final dos cálculos considere que a demanda para o dia é de 30% e para a noite é de 15%, ou seja se você tem uma carga total de 5000 watts durante o dia será de 3500 watts e a noite será de 4250 watts.

Claudio


Instalações Elétricas Seguras, é possível?

10/11/2010

MATERIAIS E SERVIÇOS

A contratação de um projeto elétrico contribui também na economia do cliente, que terá uma previsão mais exata de quantidade e custos, evitando desperdícios. Alem disso, a instalação elétrica deve passar por uma avaliação criteriosa, feita por um profissional qualificado e habilitado, com base em normas técnicas NBR-5410, da ABNT. É ele que da os parâmetros e as condições mínimas de qualidade e desempenho que as instalações de baixa tensão devem apresentar, garantindo, assim, seu correto e seguro funcionamento.

Uma instalação elétrica é composta por centenas de componentes e produtos que devem ser escolhidos e exigidos certificação do fabricante. A instalação devera ser feita dentro das normas previstas na NBR-5410, isso vai dar segurança para os profissionais e usuários conseqüentemente protegendo o patrimônio.

A qualidade de uma instalação elétrica depende muito do serviço executado. No caso de uma reforma, é importante que o instalador execute de acordo com o projeto elétrico, e ainda que utilize acessórios e componentes certificados, adotando técnicas corretas e que atendam às normas existentes.

O uso de materiais de boa qualidade também é fundamental para garantir uma instalação elétrica segura e eficiente. Materiais como fios, cabos, disjuntores, chaves, eletrodutos, entre outros, são em sua maior parte avaliados e fiscalizados pelo Instituto de Metrologia – Inmetro.

CUIDADO COM ALGUNS MATERIAIS A DISPOSIÇÃO EM CERTOS FORNECEDORES

NÃO PAGUE PARA VER

Neste mês aconteceu um “problemão”. Na execução nas instalações de um cliente, devido a necessidade de ter uma extensão com capacidade para atender um equipamento, montamos uma com cabo PP 3 X 2,5 mm² com plug macho de 20 Amper e na outra extremidade uma tomada fêmea 25 Amper emborrachada, após a montagem ligamos na tomada existente e deixamos o lado da tomada emborrachada sobre um móvel sem ligar no equipamento e em dado momento o cliente pegou a tomada e levou um tremendo choque eu e meu pessoal não acreditando achando que tudo seria uma brincadeira peguei  a tomada na mão, alem de sentir uma temperatura elevada (quente) também levei um choque. De imediato desligamos e desmontamos  a tomada verificamos que as terminações que por nós julgadas seguras por ter seu isolamento de borracha, simplesmente a borracha protetora não fez o seu papel de isolante, acreditamos que a proteção simplesmente é borracha condutora. (material sem controle de qualidade) “reciclável”.

Com esse incidente acreditamos que alem desse acessório exista outros de péssima qualidade no mercado. É claro que mesmo com a reclamação com o fornecedor sempre existe uma desculpa por parte deles tipo. “pode deixar que eu vou encaminhar isso para o fabricante e ver o que esta acontecendo, nós sempre trabalhamos com esse produto e é a primeira vez que acontece isso e etc”, bem para não perder tempo e não procurar confusão achei melhor deixar prá La e informar aos colegas o fato.

Triste realidade

Dados de pesquisa revelam um perfil bem pessimista da realidade das instalações elétricas na capital paulista. Apontamos aqui alguns levantamentos que mais chamam a atenção

Visão do usuário

  • 88,4% dos usuários consideram suas instalações elétricas “seguras” ou “aceitáveis”, enquanto apenas 56,9% dos técnicos que visitaram os locais as consideraram assim.
  • 34,5% dos usuários que consideraram suas instalações “inseguras” ou “muito inseguras” não estão dispostos a melhorá-las.
  • 31,4% dos usuários não estão satisfeitos com a quantidade de tomadas existentes nos lares. Por ser um número apreciável de insatisfeitos, talvez seja conveniente a normalização técnica e os regulamentos específicos estabelecerem novos padrões.

Mão-de-obra

  • 63,7% dos serviços de eletricidade nas residências são realizados por não-especialistas.

Residências com mais de 20 anos de idade

  • 50% não sofreram nenhum tipo de reforma nas instalações elétricas. Considerando-se o envelhecimento natural dos componentes da instalação (vida útil) e a provável inadequação de uma instalação tão antiga às necessidades modernas de alimentação de cargas, conclui-se que um número significativo de residências pode estar com suas instalações elétricas comprometidas.
  • 48,7% apresentam freqüentes desarmes de disjuntores ou queimas de fusíveis e 42% das atuações dos disjuntores ou fusíveis foram devido a sobrecargas no circuito.

Residências com mais de 10 anos de uso

  • São responsáveis por 100% do total de desligamentos que acontecem devido a curto-circuitos e 80% dos que ocorrem por razão de sobrecarga.
  • 75,1% dos choques elétricos ocorrem neste universo.

Violações à NBR 5410

  • 98,4% das residências não possuem o dispositivo DR instalado, que é um elemento obrigatório desde 1997 e fundamental para a proteção das pessoas contra os perigos resultantes dos choques elétricos.
  • 78,8% dos imóveis não separam os circuitos de iluminação dos circuitos de tomadas.
  • 52,8% dos locais usam quadros de distribuição com partes em material combustível, como madeira.
  • 39,9% das instalações não obedecem a correta identificação de cor do fio neutro.
  • 26,6% dos casos não identificam corretamente a cor do fio terra.

21,8% das residências utilizam dispositivos fusíveis em seus quadros de distribuição, sendo que 60% destes são do tipo “rolha” ou “cartucho”. Isso viola as prescrições da NBR 5410, que somente reconhece os fusíveis fabricados conforme a norma NBR 11840 como aqueles adequados para a utilização na proteção de circuitos elétricos. 

A qualidade de uma instalação elétrica depende muito do serviço executado. No caso de uma reforma, é importante que o instalador execute de acordo com o projeto elétrico, e ainda que utilize acessórios e componentes certificados, adotando técnicas corretas e que atendam às normas existentes. 

O uso de materiais de boa qualidade também é fundamental para garantir uma instalação elétrica segura e eficiente. Materiais como fios, cabos, disjuntores, chaves, eletrodutos, entre outros, são em sua maior parte avaliados e fiscalizados pelo Instituto de Metrologia – Inmetro.

 

Claudio – HPTEL




ENERGIA ALTERNATIVA

19/08/2010

ATUALIZAÇÃO

Recentemente foi divulgado a seguinte noticia, “Energia solar abastece cidade inteira na china”, porque será que para uns é possível e para outros não. O que será necessário para isso acontecer? Dependem de alguma decisão política, recursos financeiros, incentivo ou outros empecilhos que não sabemos?

Sabemos que, para isso não é preciso inventar nada, pois já existe tudo que é necessário para inovar. Olhe as vantagens que existe para todos, menos poluição e emissão de gás carbônico.

Energia solar abastece cidade inteira na China
Uma cidade onde 99% da população conta com aquecedores solares de água e energia solar para a geração de eletricidade. Assim é Rizhao, município com 2,8 milhões de habitantes situados na província de Shandong, na China. Lá são evitadas as emissões de 53 mil toneladas de gás carbônico anualmente e cada morador deixa de gastar US$ 1.807 com contas de eletricidade.

Não podemos esquecer que a China esta em segundo lugar somente atrás dos Estados Unidos. Acredito que isso é um receio “medo” de novas culturas, aquela preocupação, será que vou tomar um banho quente hoje? Ou será que a TV vai funcionar? Isso tudo é que nos assusta. Mas, será que a partir de um plano de conscientização, da sua real necessidade e da divulgação e incentivo dos fabricantes e governos, não seria a melhor forma de convencimento e aceitação?

É muito comum vermos equipamentos de energia alternativa, em locais como rodovias, estações de comunicação e bases de controle, que não existe energia elétrica ou dificulta o concessionário local de energia elétrica atender esses consumidores. Vemos que esses locais são pontos essenciais para o andamento da empresa que o utiliza. Será que eles perdem alguma coisa com isso? ao contrario, é  a maneira ideal e correta de continuar com suas operações.

Claudio – HPTEL


RAIOS RAIOS E RAIOS

18/01/2010

 

 Construções elevadas e Guaritas principalmente as isoladas de áreas construídas podem atrair as descargas elétricas “raios”

 

Diariamente esta acontecendo, “raios” para lá e “raios” para cá, temos que ficar atento e procurar conhecer os itens de segurança ideal para cada local. Até parece contagioso, é só acontecer em um determinado lugar, que a coisa se espalha rapidamente.

Na hora da construção esse item segurança é desconsiderado por alguns, devido ao alto custo em relação ao total da construção. Apesar das informações que temos diariamente, alguns insiste em não cumprir com o que é certo.

Não podemos concordar com isso.

Em todas as construções é necessário um estudo adequado para a instalação de um Sistema de Proteção de Descarga Atmosférica (SPDA) de acordo com as normas NBR 5410, NBR 5419 e NBR 7117 da ABNT.

Mesmo sendo construídas de madeira ou concreto quaisquer tipos de edificações são perigosas.

Algumas crenças populares e que não se baseiam em fundamento científico são:

  • CRENÇA: A instalação do Pára-raios vai atrair os Raios para a Edificação. 
  • REALIDADE: O sistema de captação deve ser instalado para captar as descargas atmosféricas que ocorrerem para a Edificação.
  • CRENÇA: A instalação do Pára-Raios vai descarregar as nuvens e evitar que o raio caia. 
  • REALIDADE: A descarga das nuvens é na verdade a descarga na forma de raios e o Pára-raios não impedirão a precipitação dos mesmos para a terra.
  • CRENÇA: Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar. 
  • REALIDADE: A incidência na TORRE  EIFEL (FRANÇA) e no EMPIRE  STATE (USA) é da ordem de 40 descargas por ano.
  • CRENÇA: O Pára-raios do vizinho está protegendo o meu prédio/casa.
  • REALIDADE: O sistema de captação de raios de uma instalação é projetado para proteger a edificação onde está instalado, não  garantindo proteção para outras áreas além daquelas para as quais  foi projetado.
  • CRENÇA: Na região que eu moro não caem raios.
  • REALIDADE: Toda região do planeta é susceptível à ocorrência de descargas atmosféricas, variável de acordo com a latitude e longitude. A ABNT informa a partir de dados do INPE os índices de descargas atmosféricas em todas as regiões do Brasil.
  • CRENÇA: O meu Pára-raios mesmo fora de Normas  tem alguns anos e até hoje não deu nenhum problema.
  • REALIDADE: Provavelmente o Pára-raios referido ainda não foi solicitado. O sistema de captação deve ser projetado de conformidade com as normas para que quando solicitado atue dentro das expectativas previstas pelos pesquisadores, que são os elaboradores das normas e, portanto avaliam seus comportamentos com o avanço da pesquisa na área.  

Consulte a HPTEL 

Claudio – HPTEL


RAIOS

19/11/2009

A descarga atmosférica, popularmente conhecida como raio, faísca, relâmpago ou corisco, é um fenômeno natural que ocorre em todas as regiões da terra. Na região tropical do planeta, onde esta localizado o Brasil, os raios ocorrem geralmente junto com as chuvas. 

O raio é um tipo de eletricidade natural e quando ocorre uma descarga atmosférica temos um fenômeno de rara beleza, apesar dos perigos e acidentes que o mesmo pode provocar.

O raio é identificado por duas características principais:

O trovão, que é o som provocado pela expansão do ar aquecido pelo raio e o relâmpago, que a intensa luminosidade que aparece no caminho por onde o raio passou.

Os raios ocorrem porque as nuvens se carregam eletricamente. É como se tivéssemos uma grande bateria com um pólo ligado na nuvem e outro pólo ligado na terra.

A “voltagem” desta bateria fica aplicada entre a nuvem e a terra. Se ligarmos um fio entre a nuvem e a terra daremos um curto-circuito na bateria e passar uma grande corrente elétrica pelo fio. O raio é este fio que liga a nuvem á terra.

Em condições normais, o ar é um bom isolante de eletricidade. Quando temos uma nuvem carregada, o ar entre a nuvem e a terra começa a conduzir eletricidade porque a “voltagem” existente entre a nuvem e a terra é muito alta: vários milhões de volts (a “voltagem” das tomadas é de 110 ou 220 volts).

O raio provoca o curto-circuito da nuvem para a terra e pelo caminho formado pelo raio passa uma corrente elétrica de milhares de Ampéres. Um raio fraco tem corrente de cerca de 2.000 A, um raio médio de 30.000 A e os raios mais fortes tem correntes de mais de 100.000 A (um chuveiro tem corrente de 30 A).

Apesar das correntes dos raios serem muito elevadas, elas circulam durante um tempo muito curto (geralmente o raio dura menos de um segundo).

Os raios podem sair da nuvem para a terra, da terra para a nuvem ou então sair da nuvem e da terra e se encontrar no meio do caminho.

No mundo todo ocorrem cerca de 360.000 raios por hora (100 raios por segundo). O Brasil é um dos países do mundo onde caem mais raios. No estado de minas gerais, onde foram feitas medições precisas do numero de raios que caem na terra, temos perto de oito raios por quilômetros quadrado por ano.

Muitos raios ocorrem dentro das nuvens. Geralmente este tipo de raio não oferece perigo para quem está na terra, no entanto ele cria perigo para os aviões.

Os raios caem nos pontos mais altos porque eles sempre procuram achar o menor caminho entre a nuvem e a terra. Arvores altas, torres, antenas de televisão, torres de igreja e edifícios são pontos preferidos pelas descargas atmosféricas.

Os raios trazem uma série de riscos para as pessoas, animais, equipamentos e instalações.

Mesmo antes de um raio cair já existe perigo. Antes de cair um raio, as nuvens estão “carregadas de eletricidade” e, se por baixo da nuvem tivermos, por exemplo, uma cerca muito comprida, os fios da cerca também ficarão “carregados com eletricidade”. Se uma pessoa ou animal tocar na cerca irá tomar um choque elétrico, que em alguns casos poderá ser fatal.

O choque elétrico ocorre quando uma corrente elétrica circula pelo corpo de uma pessoa ou animal. Dependendo da intensidade da corrente e do tempo em que a mesma circula pelo corpo, poderão ocorrer conseqüências diversas: formigamento, dor, contrações violentas, queimaduras e morte. Se um raio cair diretamente sobre uma pessoa ou animal, dificilmente haverá salvação.

Na maioria dos casos as pessoas não são atingidas diretamente. Quando um raio atinge uma cerca ou uma edificação provoca uma circulação de corrente pelas partes metálicas da instalação atingida.

No caso da cerca, os arames conduzirão parte da corrente do raio e ficarão eletrificados. No caso de uma casa, os canos metálicos de água, os fios da instalação elétrica e as ferragens das lajes e colunas irão conduzir parte da corrente do raio e ficarão também “carregados de eletricidade”. Uma pessoa ou animal que esteja em contato ou até mesmo perto destas partes metálicas poderá tomar um choque violento.

Mesmo no caso de um raio cair sobre uma estrutura que não tenha metais, como por exemplo, uma árvore, uma pessoa perto desta árvore poderá tomar um choque. Os valores das voltagens e correntes envolvidas no raio são tão grandes que ele faz a árvore se comportar como um condutor de eletricidade.

Os equipamentos elétricos e telefônicos sofrem muito com os raios. Estes equipamentos são projetados para trabalhar com uma “voltagem” especificada. Quando um raio cai perto ou sobre as redes telefônicas, redes elétricas e antenas, ele provoca o aparecimento de “voltagens” elevadas nos equipamentos, muito acima do valor para o qual eles foram projetados e geralmente ocorre sua queima.

Os raios podem provocar danos mecânicos, como por exemplo, derrubar árvores ou até mesmo arrancar tijolos e telhas de uma casa.

Um dos grandes perigos que os raios criam são os incêndios. Muitos incêndios em florestas são provocados por raios. No caso de silos e depósitos de material inflamável, a queda de um raio pode provocar conseqüências catastróficas.

Superstições e lendas sobre raios

Algumas têm fundamento e outras não. Tentaremos analisar as principais superstições.

Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar. Isto não é verdade. Eu que o diga, quando bem próximo é assustador. As estruturas elevadas, por exemplo, são atingidas várias vezes por raios.

É perigoso segurar objetos metálicos durante as tempestades. Sim e não. Segurar objetos pequenos, como uma tesoura ou alicate, não provoca risco. Entretanto, carregar um objeto metálico, ou até mesmo um ancinho ou outra ferramenta metálica em um local descampado pode oferecer riscos.

Devemos cobrir os espelhos durante as tempestades, pois eles atraem os raios. Não, isto não é verdade. Até hoje não foi demonstrada nenhuma relação entre os espelhos e os raios.

Andar com uma “pedra do raio” no bolso evita raios. Quando um raio atinge o solo, sua corrente aquece o solo e se for muito intensa poderá ocorrer à fusão de pequenas pedras, formando um pedregulho de aspecto estranho. Dizem que carregar uma destas pedras dá sorte e evita os raios. Evitar raios a pedra não evita, mas, pesado no bolso com certeza vai!

Fonte: Literatura da eletricidade / HPTEL


O mito da Garrafa pet ao lado do medidor de energia

14/07/2009

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Passando por diversas casas no verão pudemos notar, principalmente na periferia de nossa cidade, que várias deles tinham garrafas pets, algumas com mais de 10, colocadas ao lado dos medidores de energia da CPFL ( operadora de energia do interior de São Paulo). Não aguentei a curiosidade e perguntei para uma senhora que estava na frente de sua casa, o motivo de existirem as garrafas pets cheias de água.

Para minha supresa ela me disse que uma das moradoras do bairro tinha economizado mais de 30% colocando as garrafas pets ao lado do medidor…..